O Segundo Depois




The Beatles - With A Little Help From My Friends

What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me.
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key. 

Oh I get by with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
hm Gonna try with a little help from my friends. 

What do I do when my love is away.
(Does it worry you to be alone)
How do I feel by the end of the day
(Are you sad because you're on your own)
No I get by with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
hm Gonna try with a little help from my friends. 
Do you need anybody,
I need somebody to love.
Could it be anybody
I want somebody to love.
Would you believe in a love at first sight,
Yes I'm certain that it happens all the time.
What do you see when you turn out the light,
I can't tell you, but I know it's mine.
Oh I get by with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
Oh Gonna try with a little help from my friends. 
Do you need anybody,
I just need someone to love,
Could it be anybody,
I want somebody to love.
Oh I get by with a little help from my friends,
hm Gonna try with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
Yes I get by with a little help from my friends,
With a little help from my friends.



Escrito por Eduardo Garcia às 16h15
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Bem, o que fazer? Uma sensação estranha. Sair? Uma olhada pela porta. Abrir a porta. Alguns passos. Um pouco de medo. Mais medo. Andar. Andar. Andar. Quase confortável. Alguns passos mais rápidos, mais precisos, mais confiantes. Correr. Correr. Esquecer o medo. Medo esquecido. Esquecimento. Outros esquecimentos. Perto. Mais perto. Chegeda em algum lugar, bem distante daquela porta. Alguma coisa. Legal, legal! É alguma coisa. Alguma coisa pensada e executada e conseguida. Parar. Olhar para trás. Lembrar da porta, dos passos, dos medos, da confiança: isso e isso se foram, aquilo e aquilo ficaram, aquilo outro e aquilo outro surgiram. Considerações e mais considerações numa espécie de vácuo. Logo-logo terá outra porta. Vamos lá!!



Escrito por Eduardo Garcia às 18h24
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É de um toque que se sete falta. É uma lembrança em outro plano que se busca atingir na realidade. São as narrativas que nos contam os fatos. São as recordações que nos fazem sentir essa vontade de explodir.



Escrito por Eduardo Garcia às 00h07
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Post Piegas

Pet Shop Boys - Go West

(Together) We will go our way
(Together) We will leave some day
(Together) Your hand in my hand
(Together) We will make our plan

(Together) We will fly so high
(Together) Tell all our friends goodbye
(Together) We will start like new
(Together) This is what we'll do:

(Go west) Life is peaceful there
(Go west) in the open air
(Go west) where the skies are blue
(Go west) this is what we're gonna do

(Together) We will love the beach
(Together) We will learn and teach
(Together) Change our pace of life
(Together) We will work and thrive

(I love you) I know you love me,
(I want you) how could I disagree?
(And that's why) I make no protest
(And you say) you will do the rest

(Go west) life is peaceful there
(Go west) in the open air
(Go west) baby, you and me
(Go west) this is our destiny
(Go west) sun and winter time
(Go west) we will do just fine
(Go west) where the skies are blue
(Go west) this is what we're gonna do

There, where the air is free
We'll be (we'll be) what we want to be
Now, if we make a stand
We'll find (we'll find) our promised land!

(I know that) there are many ways
(To live there) in the sun or shade
(Together) we will find the place
(To settle) where there's so much space

(Don't look back) And the place back east
(Wrestling) wrestling just to feast
(And we'll go) ready to be two
(So that's what) we are gonna do
(Oh, what we're gonna do is...)

(Go west) life is peaceful there
(Go west) there, in the open air
(Go west) Where the skies are blue
(Go west) This is what we're gonna do...

(Life is peaceful there) Go west
(In the open air) Go west
(Baby, you and me) Go west
(This is our destiny) Come on, come on, come on, come
on

(Go west) Sun and winter time
(Go west) we will feel just fine
(Go west) where the skies are blue
(Go west) this is what we're gonna do



Escrito por Eduardo Garcia às 12h28
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E peço a benção que será a última das bençãos dessa fase que acabará com sua conseção.

Por um sonho que não pode morrer, por um projeto que ainda arde, por uma família que ainda não desistiu da luta, por um um fim que seja menos dolorido, por um sorriso que ser verdadeiro, por uma escolha que deseja dar frutos, por uma história que é história de todos nós, pela estabilidade fictícia, pela morte despercebida, pela criança que não é o que se esperava, pelo respeito que ela conquista... pela minha vida.

Que seja doce o seu retorno!

Amém.



Escrito por Eduardo Garcia às 01h05
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Peça Coração - Heiner Müller

Um: posso pôr meu coração a seus pés.

Dois: Se não sujar o meu chão.

Um: Meu coração é puro.

Dois: É o que veremos.

Um: Eu não consigo tirar.

Dois: Você quer que eu ajude?

Um: Se não incomodar.

Dois: Será um prazer para mim. Eu também não consigo tirar.

Um: Chora.

Dois: Vou operar e tirar para você. Pára que eu tenho um canivete. Vamos dar um jeito já. Trabalhar e não desesperar. Pronto, aqui está. Mas isto é um tijolo. Seu coração é um tijolo.

Um: Mas ele bate só por você.



Escrito por Eduardo Garcia às 22h00
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Ser viceral, ser radical, ir às últimas consequências...

Na maioria das vezes as ações parecem independer da atitude de espírito racionalmente concebida. Normamelmente dispomos apenas de esquemas preestabelecidos  grosseiro, produzidos com base em nossas experiências anteriores, deixamos, então, guardados em algum compartimento sombrio do espírito as imagens e preposições que fizemos de nós imaginativamente. A ação cotidiana é intuitiva, semi ou totalmente automática, praticamente não há espaço, então, para mudanças substânciais que coloquem em cena formas e conteúdos que só tiveram lugar anteriormente, na forma que uma situação atual detrminada exige, em nossas cabeças.



Escrito por Eduardo Garcia às 22h59
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Estamos todos aflitos com o final dos conflitos. ainda não coseguimos establecer as novas direrizes para esses tempos de paz. Já lemos todos os artigos relacionados ao tema do final das guerras, desde o século XII até os dias atuais, mas nenhum me parece oferecer condições suficientemente semelhantes a nossa para que possamos estabelcer uma analogia confiável, na qual possamos nos basear para saber como reconstruir os hospitais e escolas, para que nos decidamos quanto aos critérios que utilizaremos para escolher com quais corpos assinaremos tratados de aliança, não nos ensinam sequer como proceder com as estidades humanas que nos restaram. Estamos perdidos e não sabemos por onde começar nossas reflexões, e mesmo que soubessemosacho que não nos seria de grande valia: todos os intelectuais fugiram logo que as primeiras bomabas estilhaçaram nossos solos, ou talvez todos eles morreram de susto tão grande que nem seus copros puderam ser encontrados. Enfim, precisamos de vossa ajuda, qualquer luz que possa nos enviar para clariar nossas noites perenes nos serão mais brilhantes do que qualquer estrela que ainda paira sobre nossas cabeças, por cima da nuvem de poeira.

Mui Respeitosamente,

Ricardo.



Escrito por Eduardo Garcia às 22h42
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-- Eu não gosto de me machucar.

-- Eu não me machuquei muito.

-- Eu também não. Mas eu gosto de não me machucar, eu gosto de cuidar da minha vida.



Escrito por Eduardo Garcia às 01h42
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Das coisas que eu aprendi

Eu aprendi que eu não posso deixar de falar o que me encomoda. Eu aprendi que não posso ignorar o que eu penso e sinto. Aprendi que antes de tudo eu preciso olhar pra mim mesmo, talvez o erro esteja em mim mesmo, as pessoas só fazem com você aquilo que você as permite fazer.Também deixei de cobrar das pessoas mais do que elas podem me dar, talvez só eu posso suprir certas necessidades, ou nem eu mesmo, aí é melhor erguer o peito e conviver com a falta. Aprendi que eu tenho que cuidar de mim. Aprendi que eu posso ser mais organizado. Agora eu sei que eu posso ser feliz, que têm muitas coisas bonitas pra eu ver, que o homem não é uma experiência mal-sucedida. Eu sei que eu posso ser irônico, porque a graça e a desgraça podem estar numa mesma coisa, porque as fronteiras entre os termos de uma dicotomia não são bem delimitadas na maior partes das vezes. Aprendi que muitos dos comportamentos das pessoas em relação a mim podem ser explicados por um fator conjectural, mas que isso não faz com que a dor que eventualmente eles causam em mim seja menor: não dá pra brincar de ser compreensível o tempo todo! Eu sei agora da vida em grupo, várias teorias, várias especulações, várias baboseiras, várias belezas, várias incertezas; mas no mais das coisas o que eu sei de verdade é que eu posso pensar quando se faz um certo esforço, que eu posso me decidir por algum paradigma (ou alguns). 



Escrito por Eduardo Garcia às 23h55
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Quantas explosões! Quantas explosões por aí! Em muitos lugares, tudo de uma vez só, em poucas horas estava tudo destruido e não tinha sequer um lugar pra gente se esconder. Foi horrível, horrével. Tinha um monte de gente correndo, por todos os lados, ninguém sabia o que estava acontecendo. Eu nunca pensei que um dia ia passar por uma situação dessas. Mora aqui a mais de dez anos, e sempre foi um lugar muito calmo, meus filhos brincavam aqui na frente todos os dias e nunca aconteceu nada. Agora eu não sei, estou apavorada. Estou pensando seriamente em me mudar, ir pra um outro bairro, traumaizei! talvez mude até de cidade. Não vale a pena viver com medo, porque acho que nunca mais vou me sentir segura pra sair cedo pra trabalhar.

Acho uma vergonha isso acontecer aqui, nós estamos abandonados. Ninguém se preocupa mais com a gente. Pra mim isso é reflexo de anos de descazo do poder público. Numa hora como essas a gente pensa se não é melhor vender tudo e ir morar no interior, numa fazendo, isolado de todo mundo; porque isso é um problema de cidade grande, é a civilização que traz essas barbaridades. Ninguém vê na televisão falarem que uma coisa dessas aconteceu no interior do Ceará; lá as pessoas morrem de fome, não tem água, eles vivem sem luxo nenhum, mas ninguém acorda de manhã e tem um monte de coisa explodindo na frente da sua casa. Isso é um absurdo! absurdo! ninguém merece viver desse jeito!

 



Escrito por Eduardo Garcia às 01h48
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E agora tem esse choro constante intalado na garganta, que não sai por mais que eu caia e me esfole todo; por mais que todas as coisas das maos pesadas e sujas caiam em cima de mim e me deixem zonzo e me humilhem em frente de todos os mais importantes.

Eu faço tudo que me mandaram fazer e que ainda acredito ser a coisa certa a se fazer, mas não é suficiente. Uma vez me disseram que nunca é bom o bastante no final, que nunca se consegue o máximo das ações, mas não me disseram que isso é um sentimento desses constantes; não me disseram que era dessa maneira tão enlouquecedora.

É final de ano, talvez seja só mais a influência desse período de tanta sensibilidade. Talvez tanta reflexão seja só essa reflexão padrão de quando algo acaba. Talvez possa ser também a estafa de um ano difícil, que como já disse aí atrás, parecia que estava ficando fácil; e aí, o fim daquela esperançazinha tenha me deixado assim, estranho.

Mas é importate dizer também, pra não ficar só no clima da bosta, que o ano foi bom em muitos aspectos. consegui muita coisa, aprendi muitas outras e realizei alguns planos, que se não me causaram a sensação que eu esperava, vêm me proporcionando muitas coisas legais, nas quais eu venho acreditando bastante e venho me apegando muito também.

Ah...não é pra ficar muito bom isso mesmo, naõ. Ai, esse blog tá diferente agora, eu não tenho mais muita paciência de escrever pensando em efeito. Ai, to cansado de rigor. Isso é o máximo, ms tudo tem limite!!



Escrito por Eduardo Garcia às 23h32
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Não sei direito o que está acontecendo, mas acho que as coisas não andam muito bem no lugr onde se controlam as coisas daqui.

Há pouco tempo atrás parecia que ia melhorar, que o ano ia acabar já em outubro, mas agora novembro começa com promessas de ser um dos meses mais longo de nossas vidas.

E eu não quero nem pensar que quando ele acabar ainda vai restar todo o dezembro pra gente enfrentar



Escrito por Eduardo Garcia às 21h20
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E se eu penso na sua volta, eu espero que seja doce. Eu desejo de bem fundo que eu consiga sentir até o fim o gosto que se fez entre o espírito vázio e o corpo que chegava todos os dias quando eu estava já cansado e me falava qualquer coisa que eu nem mais me lembro, deixando o ar respirável por mais alguns minutos.

E se eu penso que tudo isso pode ter acabado para sempre, eu fico feliz em saber que em qualquer outro lugar haverá, algum dia, um outro corpo absurdo de mais de mil pés e cabeça gigante que possa me fazer a música da torneira frouxa.

Talvez não tenha acontecido, e todo o meu desejo e toda a minha certeza são nada.



Escrito por Eduardo Garcia às 00h51
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I've been felling like a rolling stone lately. It doesn't mean I have no directions. I know where I wanna get, but it doesn't make any diference.

Escrito por Eduardo Garcia às 02h09
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